Em 2025, a indústria brasileira enfrentou um duro teste de resistência. Devido às taxas de juros elevadas, a produção industrial geral cresceu apenas 0,6%. No entanto, o setor de bens duráveis manteve uma alta entre 2% e 3%, consolidando-se como o motor do mercado. Contudo, não se engane pelos números positivos. O crescimento esconde uma perda de dinamismo e um consumidor volátil. Por isso, o desafio do varejo em 2026 é converter cada segundo de atenção do shopper em faturamento real.
A infidelidade do consumidor no varejo
Primeiramente, é preciso entender que o Brand Equity está mais frágil do que nunca. De acordo com dados da Neogrid, 82% dos consumidores já trocaram suas marcas habituais por opções mais baratas.
Portanto, quando o orçamento aperta, a fidelidade é a primeira a ser sacrificada. Se o seu produto entra em ruptura, você oferece um “test-drive” gratuito para o concorrente. No varejo moderno, a disponibilidade é a forma mais agressiva de marketing.
O custo real da ruptura operacional
Além disso, existe um “imposto invisível” que drena os resultados: a ruptura. Atualmente, o setor brasileiro opera com uma taxa de falta de produtos entre 10% e 12%. Na prática, isso significa que um em cada dez clientes encontra a prateleira vazia.
Para a diretoria, esse dado representa um confisco direto no lucro bruto. Afinal, a receita já foi gerada pelo marketing, mas acaba perdida por falhas na execução de campo.
Estratégias para converter na escassez
Por outro lado, o setor de bens duráveis exige uma nova postura. Já que 44,4% dos brasileiros planejam reduzir compras na categoria, cada shopper se torna um lead valioso. Consequentemente, você não pode aceitar um promotor que apenas “limpa caixas”.
Em produtos de alto ticket, o promotor deve atuar como um consultor de fechamento. Sem treinamento técnico e postura executiva, o estoque corre o risco de ficar parado durante todo o ano de 2026.
O impacto do shopper de duas telas no varejo
Finalmente, não podemos ignorar o poder do smartphone. Atualmente, 60% dos consumidores pesquisam reviews e comparam preços pelo celular dentro da loja física.
Nesse cenário, o PDV tem uma função crítica: confirmar a reputação digital da marca. Se o cliente encontra um produto mal exposto, a confiança desaparece instantaneamente. Em suma, a execução de campo é o suporte físico da sua credibilidade online.
Conclusão: Previsibilidade e execução
Em conclusão, o varejo de 2026 não perdoa o improviso. Os dados mostram que a eficiência operacional é a única barreira real contra a queda de lealdade.
Nossa missão é garantir que a estratégia desenhada no escritório se materialize com perfeição no chão de loja. Assim, garantimos que o shopper sempre encontre motivos para escolher a sua marca.
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